Publicada em 06 de Dezembro de 2019

Parceria do DNIT em projetos do Ensino Médio Inovador completa ciclo em Timbó do Sul

A parceria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/SC) com
a Escola de Educação Básica Timbó do Sul completou três anos no âmbito do
programa Ensino Médio Inovador. Com o apoio da Gestora Ambiental (STE S.A.) das
obras de implantação e pavimentação da BR-285/RS/SC, foram desenvolvidos diversos
projetos de resgate e valorização dos recursos naturais, históricos e culturais do
município. O encerramento do primeiro ciclo, que também marca a formatura da
turma de 3º ano, foi celebrado no final de novembro com atividades de orientação
profissional e show do Canção dos Bichos: Rock & Natureza.

Tendo como objetivo prover os estudantes com informações relativas às possibilidades
do mercado de trabalho na área ambiental, a equipe prestou depoimentos contando
as suas experiências profissionais. Desde 2017, os técnicos da Gestão Ambiental
compartilham o conhecimento gerado a partir do empreendimento de maneira
interdisciplinar. Entre os projetos desenvolvidos com os alunos, vale destacar a
realização de oficinas de produção audiovisual, que incluíram uma série de saídas a
campo e resultaram na elaboração de vídeos e de uma exposição fotográfica sobre as
belezas naturais de Timbó do Sul. Conforme o educador ambiental Cauê Canabarro, a
Educação Ambiental tem uma dimensão estratégica que consiste em impactar
culturalmente os indivíduos que participam das ações, de maneira que eles
incorporem essas transformações na sua vida cotidiana. É impossível pensar em
equilíbrio ambiental e sustentabilidade se não partir do nosso quintal. Acredito que
conseguimos despertar nesses sujeitos uma possibilidade crítica de pensar e valorizar
o seu próprio lugar, avalia.

Para a coordenadora pedagógica da escola, Deise Mondardo Dagostini, as atividades
ampliaram o olhar dos jovens em relação ao futuro. “O interesse deles em conhecer o
município mudou muito e as capacitações que a Gestão Ambiental trouxe despertaram
o interesse em carreiras nas áreas ambiental e audiovisual”, afirma. Um exemplo é o
da formanda Eduarda Dandolini, de 18 anos, que tirou a câmera fotográfica do armário
a partir do projeto. “Aprendi que existiam coisas no município que eu podia mostrar
através da fotografia. O que fizeram foi muito importante, porque eu aprendi a mostrar
o que eu sinto e me possibilitou até ganhar dinheiro com isso através da perspectiva
dos meus sentimentos”, comenta.