Publicada em 14 de Janeiro de 2021

DNIT realiza medidas para evitar doenças ligadas ao Aedes aegypti

Com a chegada do verão e o aumento da incidência de chuva no Sul do Brasil, cresce também a preocupação com a circulação do mosquito Aedes aegypti e das doenças associadas a ele, como dengue, zika e chikungunya. Nas obras de implantação e pavimentação da BR-285/RS/SC, em Timbé do Sul (SC), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) executa o Programa de Prevenção de Endemias com o objetivo de evitar a introdução e/ou disseminação de doenças endêmicas junto aos colaboradores do empreendimento. Estas enfermidades são aquelas que ocorrem com certa frequência em determinado local e que são transmitidas por vetores.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulgou, no final do ano passado, o boletim mais recente sobre a situação no estado, observando um aumento de 28% no número de focos detectados em comparação com 2019. Embora Timbé do Sul não apareça na lista de 194 municípios com focos do mosquito, cidades próximas como Forquilhinha, Jacinto Machado e Criciúma estão no mapa de controle. E outros como Sombrio e Araranguá já são considerados infestados pelo Aedes aegypti.

Entre as medidas executadas nas obras, o Consórcio Construtor realiza mensalmente uma vistoria nos reservatórios de água para consumo humano e inspeções com a finalidade de identificar possíveis criadouros de mosquito. Também é realizada a troca do filtro do bebedouro quinzenalmente. Além disso, ocorre o monitoramento regular da armadilha instalada pelos agentes do Serviço de Vigilância de Saúde do município, no início de 2018, na qual não foram encontradas larvas do mosquito até o momento. A equipe ainda reforça aos trabalhadores os cuidados para evitar o acúmulo de água, principalmente em vasos de plantas, reservatórios e pneus.

Orientações da DIVE/SC para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

• Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
• Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
• Mantenha lixeiras tampadas;
• Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
• Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
• Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
• Mantenha ralos fechados e desentupidos;
• Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
• Retire a água acumulada em lajes;
• Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
• Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
• Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
• Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde.