Publicada em 10 de Outubro de 2017

Poluição sonora é alvo de monitoramento nas obras

O avanço das obras de implantação e pavimentação da BR-285/RS/SC em áreas residenciais de Timbé do Sul (SC) requer cuidados para que a emissão de ruídos não cause impactos negativos na qualidade de vida das comunidades que vivem perto da rodovia. O monitoramento é realizado semanalmente pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), por meio da Gestora Ambiental (STE S.A.), atentando para atividades como a operação do canteiro de obras, o transporte de materiais, a construção de bueiros e a execução da terraplenagem.  

As medições ocorrem com o uso do decibelímetro – equipamento que mede os níveis de pressão sonora – e são realizadas em dois turnos, com tempo mínimo de exposição de cinco minutos para cada ponto. Para efetuar a leitura dos dados, o aparelho é posicionado no limite da faixa de domínio, acerca da residência que está mais perto da frente de serviço em atuação. Conforme o supervisor ambiental Francisco Feiten, a equipe também registra outras informações que podem interferir nos resultados, incluindo velocidade do vento, temperatura, umidade relativa do ar e o volume de tráfego da rodovia, distinguindo os tipos de veículos entre leves, pesados e motocicletas. "É importante salientar que não há locais considerados sensíveis lindeiros ao trecho, como escolas e postos de saúde", afirma. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição a níveis sonoros superiores aos limites de tolerância pode causar estresse auditivo, cujas consequências são incômodo, fadiga, irritação, insônia e outros sintomas. Caso sejam diagnosticados ruídos acima dos parâmetros aceitáveis, a Gestora Ambiental deve propor ações de forma a adequar as obras aos padrões estabelecidos pelas legislações vigentes. Os critérios de avaliação obedecem a parâmetros da NBR 10.151:2000 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) nº 001/90, que orienta os ruídos externos gerados pelas atividades e serviços, bem como a Norma Regulamentadora (NR) 15 do Ministério do Trabalho e Emprego, que regulamenta as atividades e operações consideradas insalubres.